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2015

Maio

Mapa da Violência: jovens representam mais da metade das mortes por armas de fogo

Mapa da Violência: jovens representam mais da metade das mortes por armas de fogo

Lançamento do Mapa da Violência 2015. Evento ocorreu na sede da SDH/PR. Foto: Thaís Passos

14/05/2015

Jovens entre 15 e 29 anos são as principais vítimas das mortes por armas de fogo no Brasil. Segundo o Mapa da Violência, divulgado nesta quinta-feira (14), 24.882 pessoas nessa faixa etária morreram em decorrência do disparo de algum tipo de arma de fogo, o que corresponde a 59% dos 42.416 óbitos desse tipo registrados em 2012.

Para a secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Repúbica (SDH/PR), Angélica Goulart, os dados revelam que os jovens brasileiros são as maiores vítimas da violência e podem subsidiar os debates contra a redução da maioridade penal.

“Essa iniciativa é história e vai trazer luz nesse momento de preocupação. Temos que fazer um esforço para levar esses dados para a sociedade de um modo geral porque todas as propostas de retrocesso e redução de direitos estão baseadas em informações inverídicas e falsas. Nós não podemos deixar de fazer o enfrentamento e de dialogar com a sociedade para que ela possa se esclarecer melhor e fazer suas opções baseadas em informações seguras”, afirmou.

A taxa de mortalidade juvenil por armas de fogo atingiu 47,6 para cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da registrada para a população total. Além disso, o estudo revela que morrem proporcionalmente 285% mais jovens que não jovens por arma de fogo em 2012. A maior mortalidade foi verificada entre as pessoas de 19 anos. O levantamento mostra também que 95% dos jovens vítimas fatais de disparo de armas de fogo eram do sexo masculino.

Jovens negros morrem mais

De acordo com o secretário Nacional da Juventude, Gabriel Medina, os jovens negros são os que mais morrem vítimas da violência. “Há um grande crescimento das mortes na juventude negra. Temos que integrar as iniciativas e o esforço conjunto do governo federal para enfrentar esse problema. As políticas públicas devem priorizar as ações voltadas à juventude e de combate ao racismo. E se não enfrentarmos as desigualdade econômicas que afetam brancos e negros dificilmente vamos reverter essa realidade”, explicou.

A divulgação do estudo de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz é resultado de uma parceria da Secretaria-Geral da Presidência da República, Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

Mapa da Violência

O estudo analisa a mortalidade por armas de fogo no Brasil no período de 1980 a 2012. São homicídios, suicídios e acidentes, pela ação de armas de fogo. Também é estudada a incidência de fatores como o sexo, a raça/cor e as idades das vítimas dessa mortalidade. O Mapa da Violência é elaborado com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, gerido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e nas declarações de óbito expedidas em todo o país.

 

Assessoria de Comunicação Social

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